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Bardo da Ordem Druídica Vozes do Bosque Sagrado.

10 de fevereiro de 2006

Big Fish

Contar uma história é como fazer pulsar na pele de quem nos escuta e no ar à nossa volta um mito vivo. É florear os fatos usando uma dose de “mentira” para apresentar fatos reais. É tirar da manga essas mentiras que servem apenas para colorir o que contado de outra forma seria tão vibrante quanto uma borboleta morta pintada em tons de cinza. Todos aqueles que buscam o sacerdócio como Bardos deveriam saber disso e, mais que tudo, colocar em prática essa faceta do sacerdócio capaz de nos fazer extrapolar os limites do concreto.

Big Fish”, em português “Peixe Grande”, é um exemplo caricato mas extremamente preciso de como uma história pode ganhar cores através da inspiração e do brilho emprestados por quem a conte. Assistindo a esse filme uma clareza invade nossa alma e atiça o que de mais importante existe para quem deseja um dia tornar-se um contador de histórias: a capacidade de voar nos céus da imaginação.

E parte dessa capacidade imaginativa é saber reconhecer na vida os fatos que vivenciamos e poder contá-los de forma que não apenas os fatos sejam transmitidos, mas a força que cada momento de nossas vidas tenha sobre nós, seja como vivência seja como inspiração, pulse através de nossa palavra.

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3 Comentários:

Anonymous Ashling Badbh disse...

Gostei do texto, mas só ñ concordo quando vc usa a palavra "mentira". Nem sempre quando fantasiamos uma estória ou as florimos demais, quer dizer q é mentira, mas estamos expressando em palavras surreais os nossos sentimentos em relação a um determinado fato de nossa vida.
A forma como o mundo é enxergado ira depender de quem esta vendo. Por exemplo, quando eu tinha 5 aninhos, um homem de 2m era um gigante de 10m, e isso ñao era mentira, era a forma q eu usava para afirmar a enormidade daquele ser, rsrsrs...
O texto é lindo e o filme mais lindo ainda.
Este filme nos mostra como é importante mantermos viva a nossa criança interior. Quando a deixamos falar, somos capazes de viajar e nos surpreender com as coisas rotineiras do dia-a-dia.

=)
Bjokinhas

10 fevereiro, 2006 16:28  
Anonymous Ana DrielleMoonvoice disse...

O filme além da emoção da arte de contar histórias, nos traz também a reflexão sobre a realidade. Afinal, a partir do momento em que a história é contada, transmitida e interpretada ela não se torna real também?

Um belo texto sobre um belo filme.

10 fevereiro, 2006 16:31  
Anonymous Circe CenCy disse...

Olas Malhado,

Não conheço o filme e discordo do texto. Então sobra pouco para falar, que não seja argumentar contra o texto. Mas isso, eu também não quero fazer... rs. Tow com preguiça.
Mas, podemos falar de Bardos, por que disso eu conheço, gosto e não tenho preguiça de falar. Vou aproveitar pra argumentar junto... hehehehe.

O ofício do Bardo, é um dos mais bonitos na minha opinião. É levar para o futuro, o conhecimento do passado, aplicando-o no presente.
O Bardo tem muitas formas de contar a história, de contar os contos, de recitar e de vivenciar os mitos. Mas eu discordo TOTALMENTE que para fazer isso, os Bardos se utilizem da palavra, ou do artifício MENTIRA.

Claro que alguns vão afirmar que estou louca no argumetno que uso, porém, pra mim, é muito natural que o que os bardos relatem, seja para eles a mais profunda VERDADE.

Qual é o pagão, por exemplo que ouça a Canção de Amergin, dentre tantas outras deixadas por vários bardos, e dizê-la que é uma mentira, ou um exagero poético?

Se não é mais simples e lógico pensar, que de fato ele acredita ser tudo o que diz, ou que ele está dizendo em primeira pessoa, sobre algo (na minha cabeça a Divindade) que ele encontrou dentro dele, sem ser ele realmente?

“Sou um veado de sete galhos
Sou um dilúvio solto na planície
Sou um vento nas águas profundas
Sou uma lágrima brilhante do Sol
Sou um falcão no penhasco
Sou um belo entre as flores
Sou um Deus que incendia a cabeça com fumaça
Sou uma lança que mantém a luta
Sou um salmão no lago
Sou uma colina de poesia
Sou um javali selvagem
Sou um ruído ameaçador do mar
Sou uma onda do mar
Quem, senão eu, conhece os segredos dos dólmenes em estado bruto? “

Acho que a habilidade do Bardo não está em florear, mas em tornar interessante aos olhos de outros aquilo que ele enxerga livremente. È passar para o outro a lição que ele sente, sem saber por que, como verdade de existência.

Não acredito na “licença poética”, mas acredito na “verdade pessoal” que cada bardo imprime em cada uma das suas belas historias, canções, teatros e textos.

Bardos são seres cujas verdades não conseguimos alcançar, por isso talvez, achemos que eles mintam para atrair nossos interesses.

É isso.

3c

10 fevereiro, 2006 17:32  

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