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Bardo da Ordem Druídica Vozes do Bosque Sagrado.

31 de agosto de 2006

Idéia, Idioma, Ócio e Comunicação

"Um país sem língua é um país sem coração"

Provérbio tradicional galês
O idioma é uma barreira que separa não apenas povos, mas pessoas. O falar e o escrever são dois atos extremamente poderosos, onde idéias tomam forma e, a partir delas, fazemos a guerra ou a paz e promovemos tanto alianças quanto desavenças.

Lendo blogs, fotologs, listas de discussão e fóruns na Internet pude perceber o quanto carecemos de quem saiba expressar suas idéias de maneira adequada, numa época onde a mesma Internet fervilha sites capazes de nos prover, gratuitamente, uma gama imensa de conhecimento. À primeira vista, tudo isso está apenas ao clique de um mouse, mas numa análise mais profunda descobrimos na verdade esconder-se por detrás da gigantesca barreira do nosso ócio.

Estamos em tempo de eleições, e finalmente tive o deleite de assistir ao show de horrores deste ano. Candidatos mal sabem dizer seus nomes, quiçá suas plataformas de governo. Isso me fez pensar nas tais listas, nas pessoas que delas fazem parte e em idéias que embora fantásticas são defendidas com uma vírgula a menos ou uma palavra mal colocada, tornando-se pesadelos para quem as defenda. Isso sem contar a má fé de quem sinta imenso prazer em apontar falhas na redação alheia para criar o caos e atacar o que não pretendem compreender.

E nosso marasmo impera, não costumamos aprender nossa língua da mesma forma que ignoramos os erros crassos de candidatos absolutamente despreparados para gerir nosso dinheiro e nossa nação. Defendemos com paixão nossas idéias, mas pouco nos importamos em como a mensagem que passamos chegue aos olhos e ouvidos de quem as receba, e a muralha entre nosso pensamento e nossas atitudes apenas cresce e alarga, isolando-nos do mundo por não sabermos interagir com ele.

Os galeses tinham razão em dar tanta importância à sua língua, pois ela nos ajuda a traçar desde a história dos costumes de um povo até a forma como ele vê (ou via) o Universo que o cerca. E compreendendo tanto sobre o como sua comunicação, podemos fazer da língua uma ferramenta através da qual nosso discurso construa, ao invés de destruir ou engessar as possibilidades abertas pelo nosso pensamento.


Aprimore seu português e sua cultura em geral sempre que possível, pelos meios que puder. E enquanto pensa no como o fará, escute a descrição que Ana Carolina, sem saber, fez das "conversas" que tenho comigo quando "acordo de mau-humor" com minha própria apatia e tenho um momento "Implicante" comigo. Aproveite e entenda por entre as linhas da letra dessa música o quanto é importante sabermos falar (e neste caso compor) para transmitir uma mensagem.

Com agradecimentos a Bandruir (Eliziane Paiva) pela frase e a Melody Horta pela música.

1 Comentários:

Blogger Tatiana Mamede disse...

Mais que aprender, apreender os sentidos, aromas e sutilezas do nosso idioma nos coloca sempre mais perto da beleza.

Beijos!

31 agosto, 2006 19:09  

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