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Bardo da Ordem Druídica Vozes do Bosque Sagrado.

10 de novembro de 2006

Maldicion de Malinche

Del mar los vieron llegar
mis hermanos emplumados,
eran los hombres barbados
de la profecía esperada.

Se oyó la voz del monarca
de que el Dios había llegado
y les abrimos la puerta
por temor a lo ignorado.

Iban montados en bestias
como Demonios del mal,
iban con fuego en las manos
y cubiertos de metal.

Sólo el valor de unos cuantos
les opuso resistencia
y al mirar correr la sangre
se llenaron de vergüenza.
Por que los Dioses ni comen,
ni gozan con lo robado
y cuando nos dimos cuenta
ya todo estaba acabado.

Y en ese error entregamos
la grandeza del pasado,
y en ese error nos quedamos
trescientos años de esclavos.

Se nos quedó el maleficio
de brindar al extranjero
nuestra fé, nuestra cultura,
nuestro pan, nuestro dinero.

Y les seguimos cambiando
oro por cuentas de vidrio
y damos nuestra riqueza
por sus espejos con brillo.

Hoy en pleno siglo XX
nos siguen llegando rubios
y les abrimos la casa
y los llamamos amigos.

Pero si llega cansado
un indio de andar la sierra,
lo humillamos y lo vemos
como extraño por su tierra.

Tú, hipócrita que te muestras
humilde ante el extranjero
pero te vuelves soberbio
con tus hermanos del pueblo.

Oh, Maldición de Malinche,
enfermedad del presente
¿Cuándo dejarás mi tierra
cuando harás libre a mi gente?

Gabino Palomares


Maldição de Malinche

Do mar os viram chegar
meus irmãos emplumados,
eram os homens barbados
da profecia esperada.

Ouviu -se a voz do monarca
de que o Deus tinha chegado
e lhes abrimos a porta
por temer o desconhecido.

Vinham montados em bestas
como demônios do mal
Vinham como fogo nas mãos
e cobertos de metal.

Somente a coragem de alguns
ofereceu-lhes resistência
e ao ver o sangue cair
encheram-se de vergonha
Porque os Deuses não comem
nem gozam do que é roubado
e quando nos demos conta
já estava tudo acabado.

E com esse erro entregamos
a grandiosidade do passado
e com esse erro nós ficamos
trezentos anos como escravos.

Se nos sobrou a desgraça
de brindar ao estrangeiro
nossa fe, nossa cultura,
nossa pão, nosso dinheiro.

E continuamos trocando
ouro por contas de vidro
e damos nossa riqueza
pelos seus espelhos com brilho.

Hoje em pleno século XX
continuam nos chegando loiros
e abrimos para eles a casa
e os chamamos de amigos.

Mas se chega cansado
um indio por andar pela serra,
Nós o humilhamos e o vemos
como um estranho de sua terra.

Você, hipocria que se mostra
humilde perante o estrangeiro
pero te vuelves soberbio
mas se torna orgulhoso
com teus irmãos do povo.

Oh, Maldição de Malinche
doença do presente
Quando deixaras minha terra?
Quando libertarás minha gente?


Nada contra os estrangeiros. Creio piamente que podemos e devemos continuar uma busca pela fraternidade entre os povos de todo o mundo, mas sem jamais perder nem nossa identidade nem nossas riquezas nesse processo.

Pense na herança de nosso povo escutando "Índios", Legião Urbana. Acompanhe a letra pelo próprio link e assista também ao vídeo clipe desta canção.

Com agradecimentos a Marcos Terena pelo texto original e a Catharina Klie pela tradução.

4 Comentários:

Blogger BIA MARQUEZ disse...

"E continuamos trocando
ouro por contas de vidro
e damos nossa riqueza
pelos seus espelhos com brilho."

Caro bruxinho....sem comentários... parabens, mais uma vez... vc é brilhante em seus posts...

bjs...

Bia

11 novembro, 2006 21:29  
Anonymous Ninfa Lua disse...

Maravilha Malhado! Mas sabe que este texto me fêz meditar sobre nossa exploração de petróleo na Colombia, cujo presidente é um índio, e nacionalizou suas reservas de hidrocarbonetos, utilizando uma política soberana de seu país. Será que ele está de todo errado????
Ninfa Lua Bjão!!

12 novembro, 2006 04:14  
Anonymous Ninfa Lua disse...

OP´S!!! CORRIGINDO PAÍS ACIMA:
BOLÍVIA. Desculpe. Abraços!!!
Ninfa Lua.

13 novembro, 2006 01:34  
Blogger Luciana Onofre disse...

Guapo, si quieres saber sobre "La Malinche" mira éso:

http://es.wikipedia.org/wiki/La_Malinche

Besos Embrujados del Hada Colombiana! (o será mejor Hechicera Colombiana?)

13 novembro, 2006 15:08  

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