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Bardo da Ordem Druídica Vozes do Bosque Sagrado.

26 de outubro de 2006

A Banalização do Abraço

Receber notícias daqueles a quem queremos bem alegra nossos dias.

Uma notícia, um telefonema, uma carta ou qualquer meio de nos abrir um sorriso é bem vindo, mas nossa era digital, quando tornou rotina trocar correspondência com pessoas de toda parte, se por um lado colocou nossos queridos ao alcance de um clique, de uma fala, de um olhar ou sabe lá como mais, também banalizou o ato de acarinhar essas pessoas de quem gostamos com nossas palavras de afeto.

Agora podemos ser “spammers de carinho”, e demonstrar nosso apreço tem se tornado estorvo para as mesmas pessoas as quais tanto queremos bem. As caixas de mensagens, os e-mails e nossos espaços pessoais enchem-se com os “facilitadores” que permitem a mesma mensagem ser enviada para um milhão de pessoas ao mesmo tempo. E como alguém consegue lembrar de tanta gente num mesmo momento???

Esquecemos o telefonema, a carta, o cartão postal. Esquecemos que o abraço é pessoal, o beijo intransferível e a estima única de pessoa pra pessoa. Esquecemos até que podemos falar olhos nos olhos, ao vivo... mas isso esquecemos bem antes da Internet.

Tornamo-nos uma linha de produção e disseminação do “carinho fast-food”, vazio de significado pessoal, e esquecemos de como nos banquetear ao sabor da comunicação simples e direta, olhos nos olhos ou mesmo à distância, mas sincera.


Pense a respeito escutando "Meus Bons Amigos", cantada pelo Barão Vermelho. Acompanhe a letra por aqui e assista também a uma apresentação ao vivo com esta canção.

Para Tamira Rocha, em agradecimento pela carta e pela Inspiração. Agradecimentos também a Cecília Lóes pelo vídeo.

3 Comentários:

Blogger Tami Fada disse...

=)

Ainda bem que o mundo digital ainda não dominou completamente, estes pequenos grandes gestos sinceros de amizades distantes!

Posso dizer que me acomodei um pouco, como a maioria dos internautas, com a facilidade das correspondencias virtuais...
Mas nunca, de forma alguma, abrirei mão de cartas (com folha de papel, caligrafia, selo e tudo que tem direito!) e/ou telefonemas (com voz, emoção demonstrada, etc)...

Estas pequenas coisas Malhado, podem fazer a diferença de um dia, de um momento, ou até mesmo de uma vida...

Gadim pelo poste de hoje... E pela consideração...
Não há satisfação maior que escrever palavras sinceras, e saber que foram lidas...
É o que basta...

=)))

Beijo!!!

Aguardo o pombo...

27 outubro, 2006 15:52  
Blogger Su disse...

Entendi.

28 outubro, 2006 00:49  
Anonymous Ninfa Lua disse...

Nesse ponto, não posso nem reclamar sabia!!! se não fosse a terrível Net com essa correria toda,como podería conversar com vc e saber como está??? Uma vêz que moramos tão longe... mas...entendi o recado.Vamos dar um jeito nisso!
Abração!!!Ninfa Lua

28 outubro, 2006 16:04  

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