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Bardo da Ordem Druídica Vozes do Bosque Sagrado.

7 de agosto de 2006

Experiência e Sabedoria

"Sem mágoas não há experiência,
e sem experiência, não há sabedoria"

Alexandre Malhado
Quando falo isso as pessoas me perguntam por que precisamos pagar de tamanho preço pela compreensão.

Não precisamos mas qualquer compreensão de uma emoção só advém do conhecimento de sua contra-parte, seja pela experiência, seja pela observação. A felicidade só existe quando conhecemos a tristeza.

Mas não há obervação que supere a experiência em termos de velocidade, e somos seres efêmeros, de ciclo demasiado breve e urgimos por respostas. Não cremos ter tempo para observar nada. Por isso tentamos garimpar sabedoria, ávidos pelo seu brilho antes de estarmos prontos para vislumbrá-lo. Então, da mesma forma como acontece ao acendermos uma luz forte diretamente apontada para nossos olhos abertos depois de muito tempo no escuro, sentimos dor.

Esse é o choque através do qual descobrimos o quanto custa o ouro que desencavamos. Claro, temos a opção de fechar nossos olhos e não ver o brilho do ouro extraído, e frequentemente é o que acontece, mas alguns poucos encaram essa dor e vislumbram seu prêmio. E essa é a verdadeira busca tanto dos alquimistas de outrora quanto dos hoje, como é a dos budistas que meditam em mosteiros ou de franciscanos que doam suas vidas para os carentes de dignidade. Essa é a busca de qualquer religioso.

Essa é também a busca de um drudista. Descobrir-se é uma aventura, e toda grande aventura deixará lembranças tanto nas cicatrizes que carvou em nós quanto nas lembranças dos momentos os quais não há como descrever a quem deles não participou.


Para Artwr Seosámh. Melhore logo.


Experimente escutar "Horse With No Name", do America, sob essa nova perspectiva.
Acompanhe também a letra e a tradução desta canção.

Com agradecimentos a Pedro Ivan pela Inspiração.

4 Comentários:

Blogger Pedro Ivan disse...

o.o o obrigado eh meu!

isso me lembra um certo mito da caverna :P Soh que desta vez, o mundo lah fora se assemelha mais a nosso Eu, não a máscara que usamos para nos livrarmos da experiencia fantastica (assombrosa e maravilhosa) de que eh encararmos-nos face a face. Talvez seja este um bom passo para a sabedoria (e um conhecimento muito doloroso e devastador)

Comparei com a visao de um imenso abismo (este brilho dito), e decidi modelar (na primeira vez que fui tomado) tal qual o que achava ser minha verdadeira face, mas apenas soprei ventos, soprei milhares de cores e fiz um calendoscopio de miragens, olhar para dentro denovo foi igual assombro. Espero conseguir abrir os olhos e visualizar algum ouro desenterrado, ou apenas lagrimas (das feridas abertas em meus olhos, pelo excesso de claridade)

Soh espero nao ficar miope :P

07 agosto, 2006 15:49  
Blogger BIA MARQUEZ disse...

Bruxinho..

Ia comentar sobre o Mito da Caverna, mas o amigo acima ja o fez...

Então, gostaria de compartilhar contigo aqui um pensamento que me veio a mente, lendo seu texto, como sempre, muito show:

"Se não experimentarmos a dor da guerra, será impossível valorizar a paz" Bia Marquez

07 agosto, 2006 17:12  
Blogger Tami Fada disse...

Incriveis palavras...

Mas os olhos dos muitos seres humanos existentes já estão com boa parte de suas visões, cegas!
Precisariam de um processo bastante complexo... para obter a visão 100%...

Mesmo que fiquem diante de seus ouros extraídos, não conseguirão ver a verdadeira aparencia...
e nisto, talvez nem sequer cicatrizes irão se formar...

...
Beijos Malhado!
Ótima Semana!

07 agosto, 2006 20:05  
Blogger Su disse...

É tão bom viajar e ter esta aventura que nunca acaba de me conhecer, sabia?!
Tá bem, há pedras no caminho... mas aí os amigos sempre estão prontamente ali para nos ajudar!
Que bom é ter amigos!
Beijos,

08 agosto, 2006 00:50  

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